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sábado, 17 de setembro de 2011

E por falar em velha babada...


Olá, pessoal!
Meu nome é Jacutinga, nasci no interior de Minas Gerais, em 1911. Filha caçula, de uma família de 15 filhos, fui prometida em casamento para um grande fazendeiro de café para o meu pai saldar dívidas de jogo. Contraí matrimônio aos 13 anos. Eu ainda nem tinha "regra". Sebastião, o meu primeiro marido, tinha 58 anos e esperou ansiosamente, para que eu me tornasse uma mocinha.
Aos 16 anos, consegui me livrar de Sebastião definitivamente, fugindo com o filho de um jagunço da nossa fazenda. Otílio foi o meu primeiro amor. E fazíamos muitas saliências nos cafezais.

Mas como todo o amor de jovem, se acabou: um mês depois da nossa fuga, quando reparei que amor e cabana não enchem a barriga de ninguém. Era nova, mas já sabia que merecia vida de rainha.

Como sempre fui bem apessoada, me meti em um Rendez vous, no Nordeste. E ali eu aprendi qual era o meu talento: agradar e tirar dinheiro dos homens. E a grande coisa, que eu gozo com isto!

Sou uma centenária, em plena atividade. Sou uma espécie de Oscar Niemeyer do Meretrício. Hoje tenho o meu reduto, na Vila Mimosa. Sou dona do estabelecimento comercial, não atendo mais, por causa da idade. Mas... Eu tenho ainda um fogo, que muita garota de 40 anos não tem. Dentre as minhas conquista estão: Ulysses Guimarães ("Bote fé no velhinho, o velhinho era demais"!), Austregésilo de Ataíde (homem de nome difícil, mas de fácil ejaculação!) e Cacá ( O Oscar que já mencionei, anteriormente. Um cliente que virou um grande amigo, até hoje! Pode ser que tenha sido o único que sobrou dos meus tempos!).

No alto da minha experiência, contarei minhas derrotas art deco. Os meus porres de absinto e as minhas alucinações de ópio! São tantos homens e tantas memórias, q seria capaz de escrever uma bíblia. Não, não tive nada com Noé e nem com Moisés. Não pisei na lama do dilúvio, isto é um pouco mais velho que eu.

O que eu acho que vocês, meninas, estão um pouco desorientadas. Ja me envolvi com exploradores e cafetões, que me batiam, me roubavam, mas nada que um bom toilette não resolva. Amor bandido é legal, mas tem um prazo de validade.

Sem mais delongas, pode ser que tenha o corpo de Tutancamón, mas sou muito jovem de cabeça, inclusive, sou informatizada e até tenho namorados virtuais. Adoro me exibir na cam. O que eu quero provar para vocês é o fogo da experiência. Eu adoro uma saliência!

Um comentário:

  1. Que coisa ridícula de velha gaiteira é esta? Saia daí, pé na cova!

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